O acender da quarta vela, frequentemente de cor violeta, representa o amor divino que se encarna em Jesus Cristo. É um ato carregado de simbolismo, sublinhando que a essência do Natal é a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade. A liturgia deste domingo concentra-se nas narrativas bíblicas que destacam o amor imensurável de Deus, culminando na entrega do seu Filho ao mundo. As leituras bíblicas do quarto domingo do Advento mergulham frequentemente em passagens que evocam o anúncio do nascimento de Jesus. A narrativa da Anunciação, em que o arcanjo Gabriel aparece a Maria para anunciar que ela será a mãe do Salvador, ocupa frequentemente um lugar central. É um momento marcado pela graça e pelo amor divino, que marca o início de uma história que mudará o curso da humanidade.
A cor litúrgica deste domingo também pode mudar para branco, simbolizando a pureza e a luz associadas ao nascimento de Cristo. É uma transição para a alegre celebração do Natal, onde a luz triunfa sobre as trevas e o amor divino se manifesta plenamente na encarnação.
As tradições domésticas também seguem o ritmo litúrgico. As famílias acendem a quarta vela na sua coroa do Advento, criando um momento íntimo e sagrado no seio do seu lar. Os preparativos para o Natal atingem o seu auge, com os presentes cuidadosamente embrulhados, as últimas decorações colocadas e a emoção palpável enquanto se preparam para celebrar a chegada do Salvador.
Para além dos aspetos litúrgicos e das tradições, o quarto domingo do Advento é uma ocasião para meditar sobre a natureza profunda do amor divino. É um amor que transcende fronteiras, abraça a humanidade em toda a sua diversidade e oferece a promessa de redenção e vida eterna. É um amor que se dá sem reservas, encarnado numa criança vulnerável nascida num estábulo. Ao acender a quarta vela do Advento, cada pessoa é convidada a contemplar o amor que levou ao nascimento de Jesus e a meditar sobre como esse amor pode transformar as nossas vidas. É um momento para expressar a nossa gratidão a Deus por este dom inestimável e para partilhar esse amor com aqueles que nos rodeiam. Que este último domingo do Advento seja uma celebração do amor divino que mudou o curso da história. Que a quarta vela ilumine os nossos corações com o calor desse amor, dissipando as sombras da vida quotidiana. Que todos nós possamos ser envolvidos pelo amor divino neste período especial, e que o Natal seja uma celebração profunda do amor encarnado em Jesus Cristo.