Desde sempre, o ser humano contempla o céu, as estrelas, os oceanos, as montanhas e a imensidão do universo, colocando-se uma questão fundamental: por que razão Deus criou a Terra e tudo o que existe?
Por que é que existe algo em vez de nada? Por que é que a vida surgiu? Por que é que Deus quis criar o homem e oferecer-lhe um mundo de uma riqueza extraordinária?
Estas questões atravessam os séculos e tocam no cerne da fé cristã. A Bíblia ensina-nos que a Criação não é nem um acidente sem sentido nem o resultado de um capricho divino. É a expressão de um amor infinito, de uma vontade de dar vida e de um projeto que ultrapassa a nossa compreensão humana.
Para os cristãos, compreender por que razão Deus criou a Terra é também descobrir por que razão existimos, qual é o nosso lugar no universo e qual a missão que nos foi confiada.
Deus criou o mundo por amor, e não por necessidade
A primeira verdade fundamental da fé cristã é que Deus não precisava de criar o mundo.
Deus é eterno, perfeito e plenamente feliz em si mesmo. Não lhe falta nada. Não precisava nem da Terra, nem das estrelas, nem dos seres humanos para completar a sua existência.
Então, por que razão criou tudo isto?
Porque o verdadeiro amor procura dar-se e partilhar-se.
Na tradição cristã, a Criação é entendida como um ato livre e gratuito de Deus. Ele não cria para preencher uma solidão ou satisfazer uma necessidade, mas para permitir que outros seres existam e participem da sua bondade.
O Catecismo da Igreja Católica ensina que Deus criou livremente o mundo para manifestar e comunicar a sua glória, a sua bondade e a sua perfeição.
Isto significa que cada elemento da Criação possui um valor que tem a sua origem no amor de Deus.
A luz do sol, as árvores, os animais, os oceanos e a vida humana não são meros objetos que surgiram sem significado espiritual. Fazem parte de um todo desejado e amado pelo Criador.
Esta verdade transforma profundamente o nosso olhar sobre a existência: não somos apenas seres vivos entre outros, somos criaturas chamadas a descobrir o amor daquele que nos deu a vida.
O que nos ensina a Bíblia sobre a criação da Terra?
O primeiro livro da Bíblia, o Génesis, começa com uma afirmação essencial:
«No princípio, Deus criou o céu e a terra. » (Génesis 1,1)
Estas poucas palavras constituem o fundamento da compreensão bíblica do mundo.
Afirmam que o universo não é eterno por si mesmo e que toda a existência tem a sua origem última em Deus.
O relato do Génesis apresenta, em seguida, a Criação em seis dias, seguidos de um sétimo dia dedicado ao descanso divino.
Deus faz surgir a luz, separa as águas, faz surgir a terra firme, dá origem à vegetação, aos astros, aos animais e, por fim, ao ser humano.
Em várias ocasiões, o texto bíblico sublinha a bondade do que acaba de ser criado.
Esta repetição tem um significado profundo: o mundo é fundamentalmente bom porque provém de Deus.
É importante compreender que o relato do Génesis não tem como objetivo principal descrever cientificamente as etapas da formação do universo.
O seu ensinamento é, acima de tudo, espiritual e teológico.
Responde a questões que a ciência, por si só, não consegue resolver: qual é a origem última da existência? Por que razão o mundo tem valor? Que relação une Deus às suas criaturas?
O relato bíblico revela-nos, assim, um universo ordenado, portador de sentido e confiado à responsabilidade humana.
Por que razão Deus criou o homem na Terra?
Entre todas as criaturas mencionadas na Bíblia, o ser humano ocupa um lugar especial.
O livro do Génesis afirma:
«Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; criou-os homem e mulher. » (Génesis 1,27)
Esta afirmação constitui um dos ensinamentos mais importantes da fé cristã.
Ser criado à imagem de Deus não significa que Deus possua um corpo semelhante ao nosso.
Significa que o ser humano recebe uma dignidade especial, inteligência, liberdade e capacidade de amar, que o tornam capaz de estabelecer uma relação com o seu Criador.
O homem pode contemplar o mundo, procurar a verdade, distinguir o bem do mal e escolher livremente amar.
É igualmente capaz de rezar, perdoar, demonstrar compaixão e voltar-se para Deus.
Deus criou, portanto, o homem não para fazer dele um servo sem liberdade, mas para o convidar a uma relação de amor.
Na perspetiva cristã, a vocação última do ser humano é conhecer Deus, amá-Lo e viver em comunhão com Ele.
A Terra torna-se assim o lugar onde essa relação pode começar e crescer.
É no meio da vida quotidiana, dos encontros, das alegrias e das provações que o homem aprende progressivamente a responder ao amor divino.
Será a Terra um dom confiado à humanidade?
A Bíblia apresenta a Terra como um dom precioso.
No segundo capítulo do Génesis, Deus coloca o homem no jardim do Éden para o cultivar e guardá-lo.
Estes dois verbos são essenciais.
Cultivar significa trabalhar, desenvolver, fazer frutificar e participar na riqueza da Criação.
Guardar significa proteger, preservar e respeitar aquilo que nos foi confiado.
O ser humano recebe, portanto, uma responsabilidade especial para com a natureza.
Não é dono da Terra como um senhor absoluto que possa dispor dela sem limites. É, antes, o seu guardião, encarregado de zelar por um bem que, em última instância, pertence a Deus.
Esta responsabilidade diz respeito aos animais, às florestas, aos recursos naturais, às paisagens e ao equilíbrio do nosso ambiente.
Diz respeito igualmente aos outros seres humanos, nomeadamente aos mais pobres e às gerações futuras.
Na sua encíclica Laudato si', o Papa Francisco recorda que a proteção da nossa casa comum é indissociável da nossa responsabilidade moral e espiritual.
Cuidar da Terra não constitui, portanto, apenas um compromisso ecológico.
Para um cristão, pode tornar-se uma forma concreta de agradecer a Deus pelas maravilhas da sua Criação.
Respeitar a natureza, evitar o desperdício, proteger a vida e partilhar equitativamente os recursos são gestos que podem expressar a nossa gratidão para com o Criador.
Por que razão Deus criou um mundo onde existem o sofrimento e o mal?
Esta é provavelmente uma das questões mais difíceis da fé cristã.
Se Deus é bom e todo-poderoso, por que razão o mundo conhece guerras, doenças, catástrofes naturais, violência e morte?
Por que razão Deus não criou uma Terra onde todos pudessem viver eternamente em paz e felicidade?
A Bíblia afirma que Deus criou um mundo bom. Não apresenta o mal como uma realidade desejada por si mesma pelo Criador.
A tradição cristã distingue, no entanto, o mal moral, ligado nomeadamente aos maus usos da liberdade humana, e os sofrimentos que podem advir dos limites e dos processos do mundo natural.
A liberdade constitui um elemento essencial da dignidade humana.
Deus quis seres capazes de amar verdadeiramente. Ora, o amor pressupõe a liberdade, e essa liberdade implica a possibilidade de recusar o bem.
A história de Adão e Eva expressa, através de uma linguagem simbólica e teológica, a quebra de confiança entre a humanidade e Deus.
O pecado introduz uma ferida na relação do homem com o seu Criador, com os outros e consigo mesmo.
No entanto, nem todos os sofrimentos podem ser explicados pelas falhas humanas.
As doenças, os terramotos e outras provações naturais levantam questões às quais nenhuma explicação simples consegue responder de forma exaustiva.
A fé cristã não pretende eliminar o mistério do sofrimento. Afirma que Deus não abandona a humanidade no meio das suas provações.
É precisamente neste mundo marcado pela fragilidade que Jesus Cristo vem partilhar a nossa condição humana.
Através da sua vida, da sua Paixão, da sua morte e da sua Ressurreição, Ele revela um Deus que não permanece indiferente ao sofrimento das suas criaturas.
A Cruz torna-se, assim, o sinal de um amor capaz de ultrapassar o mal e a morte, enquanto a Ressurreição anuncia a vitória definitiva da vida.
Será que Deus continua a cuidar da Terra hoje em dia?
Quando pensamos na Criação, imaginamos por vezes um acontecimento extremamente antigo, como se Deus tivesse dado origem ao universo antes de o deixar funcionar por si só.
Mas esta visão não corresponde ao ensinamento cristão.
A fé católica afirma que Deus não se contenta em ser a origem do mundo.
Ele continua a sustentar toda a Criação na existência.
É a isso que a teologia chama de conservação divina e Providência.
Por outras palavras, Deus permanece presente na sua obra, mesmo que a sua presença nem sempre seja percetível pelos nossos sentidos.
Ele age sem suprimir as leis da natureza nem a liberdade humana.
A Providência não significa que cada acontecimento doloroso seja diretamente desejado por Deus, nem que tudo se desenrole segundo um enredo cujo sentido possamos compreender facilmente.
Expressa a confiança de que a história do mundo permanece aberta à ação de Deus e à realização do seu desígnio de amor.
O próprio Jesus convida os seus discípulos a contemplar os pássaros do céu e as flores do campo para descobrirem o cuidado do Pai.
Estas imagens simples recordam-nos que a Criação não é esquecida pelo seu Criador.
Para o crente, esta presença divina torna-se uma fonte de esperança, especialmente quando o futuro parece incerto.
Poderão a ciência e a fé, em conjunto, explicar a origem da Terra?
A questão da Criação suscita naturalmente a das descobertas científicas.
Hoje em dia, os cientistas estimam que o universo se desenvolveu a partir de um estado inicial extremamente denso e quente, há cerca de 13,8 mil milhões de anos.
A Terra, por sua vez, formou-se há cerca de 4,54 mil milhões de anos.
Estes conhecimentos provêm da astronomia, da física, da geologia e de muitas outras disciplinas.
Deve considerar-se que estas contradizem a Bíblia?
A Igreja Católica ensina que a investigação científica autêntica e a fé não são necessariamente opostas, pois abordam frequentemente dimensões diferentes da realidade.
A ciência procura compreender como o universo se formou, como a matéria se organiza e como a vida se desenvolveu.
A fé questiona-se sobre a razão última da existência, sobre o seu sentido e sobre a sua relação com Deus.
Estas abordagens não são intercambiáveis, mas podem dialogar entre si.
Um exemplo histórico interessante é o de Georges Lemaître, padre católico e físico belga, que desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento das primeiras teorias científicas sobre a expansão do universo.
O seu trabalho ilustra a possibilidade de uma investigação científica rigorosa conduzida por um homem de fé.
Seria, no entanto, incorreto apresentar o Big Bang como uma prova científica da existência de Deus.
A ciência não demonstra diretamente o ato criador divino, nem resolve, por si só, a questão metafísica da existência de Deus.
Para os cristãos, acreditar na Criação consiste em reconhecer que o universo depende, em última instância, de Deus, independentemente das etapas físicas do seu desenvolvimento.
Por que razão Deus criou uma Terra tão bela e tão diversificada?
A riqueza do mundo natural pode suscitar um profundo espanto.
As paisagens montanhosas, a profundidade dos oceanos, a diversidade das flores, as cores dos pássaros, as florestas e o céu estrelado revelam uma beleza que o ser humano nunca deixou de admirar.
Na tradição cristã, esta beleza pode tornar-se um caminho para Deus.
Não constitui uma prova automática da Sua existência, mas convida à contemplação e à gratidão.
São Francisco de Assis expressava esta atitude no seu famoso Cântico das Criaturas, onde louvava Deus através do sol, da lua, da água, do fogo e da terra.
Ele reconhecia na natureza um conjunto de criaturas unidas pela sua origem comum.
Esta espiritualidade lembra-nos que a beleza do mundo não se reduz à sua utilidade material.
Uma flor não precisa de servir diretamente o homem para ter valor.
Um animal não existe apenas para satisfazer as nossas necessidades.
Cada criatura possui uma bondade própria no conjunto da Criação.
Aprender a contemplar o mundo pode, assim, tornar-se uma forma de oração.
Um nascer do sol, o silêncio de uma floresta ou a imensidão do mar podem ajudar-nos a reencontrar o sentido da humildade.
Perante a grandeza do universo, o homem descobre que não é o centro absoluto de todas as coisas.
Mas descobre também que possui um lugar e uma responsabilidade nesta imensa Criação.
A Terra foi criada para durar eternamente?
A Bíblia apresenta a história do mundo como uma realidade que possui uma origem, um desenvolvimento e um cumprimento.
A fé cristã não considera a nossa existência terrena como um fim em si mesma.
Ela anuncia uma vida eterna e uma transformação definitiva da Criação.
No livro do Apocalipse, São João evoca um céu novo e uma terra nova.
Esta promessa expressa a esperança de um mundo definitivamente reconciliado com Deus, onde o mal, o sofrimento e a morte já não terão a última palavra.
Não se trata de uma descrição científica do futuro do nosso planeta.
Trata-se de uma visão espiritual e profética da realização do desígnio divino.
A esperança cristã não consiste, portanto, apenas em deixar um dia a Terra para nos reunirmos a Deus.
Anuncia também a ressurreição dos mortos e a renovação de toda a Criação.
Esta perspetiva confere uma profundidade especial à nossa existência atual.
Os nossos atos de amor, justiça, solidariedade e fidelidade não são insignificantes.
Eles já participam, de forma misteriosa, na preparação do Reino de Deus.
A espera pela vida eterna não deve, portanto, desviar-nos das nossas responsabilidades terrenas.
Pelo contrário, convida-nos a construir, já hoje, um mundo mais fraterno.
Qual é o verdadeiro sentido da nossa vida na Terra?
A pergunta «Por que razão Deus criou a Terra?» conduz, em última análise, a uma interrogação ainda mais pessoal:
Por que razão Deus me deu a vida?
Segundo a fé cristã, cada pessoa é desejada e amada por Deus.
A nossa existência não se reduz a uma sucessão de acontecimentos biológicos, profissionais ou materiais.
Somos chamados a descobrir uma vocação que vai além da busca do conforto e do sucesso pessoal.
Essa vocação consiste em aprender a amar.
Amar a Deus, amar o próximo, cuidar dos mais frágeis, procurar a verdade, perdoar e construir a paz.
Jesus resume o essencial da Lei no duplo mandamento do amor a Deus e ao próximo.
Este ensinamento dá uma orientação concreta à nossa vida.
Lembra-nos que a grandeza de uma existência não se mede apenas pela riqueza acumulada, pelas honras recebidas ou pelos sucessos alcançados.
Manifesta-se também nos gestos discretos do quotidiano.
Uma pessoa que acompanha um doente, um pai ou uma mãe que cuida do seu filho, um voluntário que ajuda os mais pobres ou alguém que opta por perdoar participa nesta vocação do amor.
A própria santidade não consiste necessariamente em realizar ações extraordinárias.
Pode construir-se na fidelidade às pequenas coisas, na paciência, na generosidade e na confiança em Deus.
A Terra torna-se, então, o local da nossa aprendizagem espiritual, aquele onde somos convidados a fazer crescer os dons recebidos.
Como agradecer a Deus pelo dom da Criação?
Reconhecer que a Terra é um dom de Deus convida-nos naturalmente a desenvolver uma atitude de gratidão.
Na vida cristã, esse reconhecimento pode assumir diferentes formas.
A oração constitui uma das formas mais simples.
Agradecer a Deus por um novo dia, pela nossa família, pela comida que recebemos ou pela beleza de uma paisagem ajuda-nos a tomar consciência do que nos é oferecido.
A participação na Eucaristia ocupa igualmente um lugar central.
A palavra «Eucaristia» significa precisamente ação de graças.
Através da celebração da missa, os cristãos dão graças a Deus pelas suas bênçãos e, acima de tudo, pelo dom de Jesus Cristo.
A gratidão também pode ser expressa através de ações concretas.
Cuidar de uma pessoa isolada, proteger a natureza, partilhar os próprios bens ou transmitir a fé às gerações seguintes são formas de responder ao amor do Criador.
Não basta reconhecer intelectualmente que Deus criou o mundo.
Esta convicção deve transformar a nossa forma de viver.
Cada dia pode tornar-se uma oportunidade para respeitar mais a vida, cultivar a paz e reconhecer a presença de Deus nas realidades mais simples.
Por que razão a Criação nos convida à esperança?
O nosso mundo atravessa numerosas provações.
Os conflitos, as injustiças, as preocupações ambientais e os sofrimentos humanos podem, por vezes, levar-nos ao desânimo.
No entanto, a mensagem cristã da Criação continua a ser profundamente portadora de esperança.
Afirma que a existência não é desprovida de sentido.
O mundo não nasceu de uma vontade maligna e a humanidade não está abandonada à sua própria sorte.
Deus quis a vida e continua a chamar as suas criaturas à comunhão com Ele.
Esta esperança encontra a sua expressão mais profunda na pessoa de Jesus Cristo.
No prólogo do seu Evangelho, São João apresenta o Verbo de Deus como aquele por quem tudo foi feito.
O mesmo Verbo fez-se carne e habitou entre os homens.
Assim, na fé cristã, a Criação e a Encarnação estão intimamente ligadas.
O Deus que deu origem ao universo é também aquele que veio juntar-se à humanidade em Jesus Cristo.
Esta verdade revela toda a profundidade do amor divino.
Deus não se contenta em criar um mundo e observá-lo à distância.
Ele entra na nossa história, partilha a nossa fragilidade e abre-nos um caminho para a vida eterna.
É por isso que o cristão pode contemplar a Terra com gratidão, viver o presente com responsabilidade e olhar para o futuro com confiança.
Conclusão: Deus criou a Terra para partilhar o seu amor e conduzir-nos até Ele
Por que razão Deus criou a Terra?
A resposta cristã é simultaneamente simples e infinitamente profunda: Deus criou o mundo livremente, por bondade e por amor, para comunicar a vida e convidar as suas criaturas a participar na sua glória.
A Terra é um lugar de vida, de encontro, de descoberta e de responsabilidade.
Oferece-nos a possibilidade de amar, de crescer, de contemplar a beleza da Criação e de procurar Aquele que é a sua origem.
Embora muitas questões permaneçam misteriosas, a fé cristã convida-nos a reconhecer na existência uma dádiva preciosa.
Não conhecemos todas as razões dos acontecimentos que marcam a nossa vida, mas podemos optar por responder a esta dádiva com gratidão, confiança e amor.
Contemplar uma estrela, admirar uma flor, acolher uma criança ou estender a mão a uma pessoa necessitada pode, então, assumir uma nova dimensão.
Pois por trás da questão da origem do mundo esconde-se um convite mais profundo: descobrir que a nossa vida possui uma dignidade, uma vocação e um destino.
Deus deu-nos a vida para que aprendêssemos a amar e para que, livremente, pudéssemos responder ao seu amor.